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Levy cita FHC para justificar CPMF

Paulo César de Oliveira
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O ministro Joaquim Levy (foto), da Fazenda, reafirmou nessa segunda-feira (5), que a CPMF terá importante papel no ajuste fiscal, da mesma forma que foi fundamental em 1999, quando a economia brasileira passou por ajustes. Ele ressaltou que é importante que o tributo seja provisório. "A CPMF, até agora, tem mostrado ter papel importante no ajuste fiscal, como teve no governo Fernando Henrique Cardoso, quando o presidente teve que trazer o Brasil de volta a uma rota de equilíbrio", afirmou Levy. "Demorou uns 'mesezinhos', mas (a CPMF) foi fundamental na arquitetura de reequilíbrio naquela época", afirmou o ministro, após participar de seminário da Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio. Um pouco antes Levy havia dito que a CPMF foi o "coração" do ajuste promovido na economia em 1999. Ele destacou, porém, que o projeto para a recriação da CPMF agora não teve alterações em relação ao enviado pelo governo ao Congresso.  O novo ministro da Saúde, Marcelo Castro, logo após ser anunciado para o cargo, defendeu que o tributo seja permanente e incida sobre operações tanto de débito quanto de crédito. "A CPMF é aquela que o governo mandou e é temporária. Ela tem de ser provisória. A CPMF é para a gente criar uma ponte para chegar com segurança onde a gente quer: um país com mais investimento e infraestrutura funcionando melhor", afirmou Levy.

 

Veto mantido, imposto evitado

Levy disse ainda que, passada a reforma ministerial, o Brasil terá   condições de "focar em trazer a estabilidade fiscal". "A presidente Dilma está muito focada nesse assunto. Temos amanhã (hoje) a votação dos vetos. Cada veto que é mantido é um imposto a menos que temos que pagar e um passo a frente em a gente voltar a crescer", afirmou. Mas para garantir a retomada da economia, diz o ministro Levy, será preciso aprovar o Orçamento de 2016 com o superávit primário de 0,7% do PIB, como proposto pelo governo. "Vai ser fundamental a gente continuar olhando o lado da despesa, ver como a gente vai tratar as despesas de longo prazo, em especial a despesa obrigatória". Para o ministro da Fazenda o Orçamento de 2016 tem que ser "forte, um orçamento que traga confiança e nos ponha numa trajetória de crescimento já". Segundo ele, "resolvido o Orçamento de 2016, o crescimento de 2016 está contratado", a despeito das projeções da maioria dos economistas.

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