O ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça (foto Fellipe Sampaio/STF), resolveu puxar o freio de vaidade da toga. Disse, em palestra na OAB do Rio, que juiz não é celebridade — é servidor com obrigação de decidir, mesmo sabendo que pode errar. Para ele, coragem não é gritar nem posar de dono da verdade; é julgar com cabeça fria, assumir falhas e corrigir o rumo quando necessário. Falou como quem tenta remar contra a corrente de um Judiciário cada vez mais exposto — e, não raro, mais performático do que prudente. Mendonça aposta na sobriedade: decidir, justificar e, se for o caso, pedir desculpa. O discurso vem acompanhado de prática sob pressão. Ele é o relator do caso Banco Master, que envolve suspeitas de fraude financeira.










