Em 1957, Guimarães Rosa já tinha matado a charada: Minas não é uma — é um mosaico. Um estado que encosta em seis outros, mistura sertão e potência agrícola, pobreza crônica e riqueza exuberante. É, no fundo, um Brasil condensado. Ali convivem o silêncio estratégico de Tancredo Neves e o improviso nervoso de Itamar Franco (foto: José Cruz/ Agência Senado). Coerência, por aqui, não é linha reta — é curva bem-feita. O histórico confirma: Minas já abraçou de Juscelino Kubitschek a Fernando Collor, de Fernando Henrique Cardoso a Luiz Inácio Lula da Silva, passando por Jair Bolsonaro. Ideologia fixa? Nem pensar. Minas vota conforme o vento — mas um vento que sopra de dentro. Quem decifrar esse labirinto não ganha só o estado. Leva o país de brinde.











