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Ministro defende soluções sem mágicas

Paulo César de Oliveira
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O ministro Joaquim Levy (foto), da Fazenda foi duro com os que defendem soluções mágicas para o enfrentando da crise econômica atual, mandando um recado indireto aos dirigentes petistas que, em reunião, apresentaram propostas pouco convencionais para mudar a economia. O ministro fez discurso de abertura do Seminário da OCDE- Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, nessa terça-feira, 22. “Não se deve ter a ilusão de que há fórmulas mágicas e heterodoxas para se chegar a um crescimento mais acelerado do país. É preciso estar muito antenado no que está acontecendo no mundo e não só querendo reviver o passado". Levy ressaltou a necessidade de que o país voltar-se para o futuro, deixando de lado a preocupação com o passado. "Vou usar uma expressão que diz que o nosso desafio não é restaurar o passado, mas facilitar o futuro. Um futuro que proporcione de maneira sustentável o bem-estar e a satisfação da nossa população. A gente não pode viver só do cartão de crédito, gastando colchão fiscal que a gente tem. Temos que crescer, uma nova fase para ter através da produtividade um crescimento sólido."

 

Equilíbrio e inflação em baixa

Durante seu discurso, Levy disse que é preciso aproveitar a nova classe média que foi criada ao longo dos últimos anos. Ele defende que seja dada oportunidade de acesso, por meio do treinamento profissional, do desenvolvimento de novas habilidades e capacidades para ingresso no mercado de trabalho. Ele também acredita que a atual agenda de crescimento do governo permitirá chegar ao equilíbrio fiscal e a ter uma inflação "suficientemente baixa", que não provoque distorções expressivas ou declinação do poder de compra da população. "Estamos atentos a essa agenda de crescimento que nem sempre se constitui de gestos fáceis e imediatos, mas de enfrentar problemas fundamentais e estruturais. Mesmo em meio a essa fase, um processo de ajuste macroeconômico em que se estão reduzindo os desequilíbrios das contas externas, há expectativa de que a inflação que comece a convergir para meta", acrescentou. Levy afirmou ainda que é preciso desenvolver no Congresso as reformas estruturais que a economia necessita. Propostas relevantes, como a da simplificação dos impostos, devem permitir o aumento da segurança jurídica e o desenvolvimento das empresas no país.

 

Gastos precisam apresentar resultados sociais

O ministro também citou a necessidade de uma discussão mais ampla no governo e na OCDE para o aprimoramento da gestão de gastos públicos em projetos de infraestrutura, garantindo que as obras saiam dentro do orçamento projetado. "Você só tem obra dentro do orçamento se você já originalmente tem uma clareza do projeto mais desenvolvido, que permita às empresas também terem mais segurança jurídica. Tudo isso está dentro dessa agenda de desenvolvimento econômico”. Segundo o ministro, o governo precisa reavaliar gastos e projetos para que se chegue aos resultados esperados. "Não quero saber quantas creches ou escolas eu construí. Esse não é o objetivo final, mas sim qual foi o crescimento dos jovens. Como ele se compara com o resto do mundo. Então é essa verificação da realidade. Quanto se gastou e o que se obteve com o gasto".

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