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“O estado não tem cheque especial”, afirma Pezão

Paulo César de Oliveira
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“O estado do Rio tem uma dificuldade imensa por ser tão dependente da atividade do petróleo, que representa um terço do seu Produto Interno Bruto (PIB)”, disse Luiz Fernando Pezão ao abrir o Seminário LIDE na manhã de ontem(29), no Hotel Pullman Vila Olímpia, em São Paulo. Com o tema “Um novo modelo de gestão e oportunidades de investimentos no Rio de Janeiro”, o governador falou aos convidados presentes que “o maior déficit do país está no Rio. Precisamos ser criativos e estamos conseguindo vencer os obstáculos. Renegociando contratos e reduzindo secretarias, por exemplo”. Por outro lado, Pezão ressaltou a performance positiva do estado: em janeiro deste ano o déficit era de R$13,5 bilhões e hoje é de R$ 3 bilhões. Sobre a crise econômica do país, para Pezão o governo federal deveria ter chamado todo mundo para conversar, incluindo os setores público e privado e, principalmente, a oposição, já no início da sua gestão. “Começou errado, até na formatação do ministério”, afirmou. “Eu reduziria uns 15 no mínimo”, completou. Segundo o governador, a presidente tem que ampliar o diálogo. “A classe política tem que se reinventar. Em tudo isso, o que mais me angustia é ver o desemprego”, desabafou Pezão.

 

Pagou em dia, ganha desconto

O governador explicou que o seu governo busca a criatividade para superar a crise. “O Estado não tem cheque especial. Até agora geramos R$ 11 bilhões de receitas extraordinárias. Estamos mostrando que há um caminho para os Estados fazerem isso. O país tem que fazer um grande esforço para discutir a carga tributária. No entanto, para o Rio de Janeiro cumprir seus compromissos com segurança, saúde e educação precisa ter arrecadação”, salientou. “No Rio de Janeiro, criamos um pacto que vai na contramão do que estamos vivendo no Brasil: todos que pagarem seus encargos tributários em dia, serão beneficiados com a redução de impostos. Eu acredito nessa prática”, disse Pezão. Segundo ele, o estado tem a meta de aumentar a arrecadação de ICMS de R$ 31,6 bi para R$ 42,1 bi até 2018. Questionado pelo empresariado, o governador posicionou-se a favor da recriação da CPMF, desde que o valor arrecadado seja compartilhado entre estados e municípios.

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