O TSE retoma amanhã o julgamento da ação que pode deixar o ex-presidente Bolsonaro inelegível até 2030, uma punição que, a princípio, ajuda a extrema direita no país, pois abre a chance de lançamento de um outro candidato em 2026. É que poucos acreditam em chances de vitória de Bolsonaro e preferem tê-lo como cabo eleitoral de alguém sem, ou com menos rotulações que o ex-presidente. Entre os seguidores do ex-presidente poucas, quase nenhuma, expectativa de absolvição e por isso mesmo seus advogados já anunciaram que pretendem recorrer ao STF com alegações jurídicas que os especialistas consideram pouco consistentes. Por estranho que possa parecer, a dúvida existente no meio jurídico não é quanto ao resultado final do julgamento nem quanto ao placar que a maioria espera ser de cinco votos a dois pela condenação. A estranha dúvida é se haverá pedido de vista por parte de algum ministro com o único objetivo de atrasar o julgamento, levando a decisão final para o segundo semestre. Os ministros Nunes Marques (foto/reprodução internet), posto no STF por Bolsonaro, e Raul Marques, alinhado ao ex-presidente, são os cotados para desempenhar o papel de proteladores do julgamento. Há quem aposte que o pedido partirá de Raul Marques. Mas pode haver surpresa. O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, desde a semana passada vem conversando com os ministros da Corte para evitar que haja tentativas de protelação do julgamento através do pedido de vistas. Nunes e Marques, garantem membros do TSE, teriam se comprometido com o andamento normal do julgamento. Se cumprirem o que teriam prometido o julgamento deverá se encerrar na próxima quinta-feira. Em tempo, o General Braga Neto, vice de Bolsonaro na disputa de 2022, também ficar inelegível, encerrando assim uma carreira política que mal começou.