O Supremo Tribunal Federal passou a operar sob duas frentes de crise que compartilham a mesma origem: a substituição de critérios institucionais por vínculos pessoais. Externamente, cresce a percepção de que decisões da Corte estariam contaminadas por interesses individuais, ampliando o desgaste público. Internamente, relações de confiança entre ministros — típicas de um grupo restrito — teriam sido abaladas após o vazamento de uma reunião reservada, episódio que intensificou suspeitas e isolou o ministro Dias Toffoli no colegiado. A tensão se estende ao Ministério Público e à Polícia Federal, especialmente diante do material apreendido no caso Master, que envolve conexão profissional entre o investigado e a esposa de Alexandre de Moraes.
Com André Mendonça (foto: Rosinei Coutinho/STF) na relatoria e sinalizações de autonomia à Polícia Federal, a crise ganha novo vetor. Em Brasília, a tradicional engenharia de bastidores perdeu eficácia — e a Corte, capacidade de coordenação interna. O resultado é mais imprevisibilidade no centro do sistema.










