As agressões físicas e morais, sofridas pelo ministro Alexandre Moraes (foto/reprodução internet), no aeroporto de Roma, mostram os riscos da radicalização política no país. Estimulada por alguns e alimentada pelo comportamento dos ocupantes de funções públicas no país, a radicalização e o histerismo que ela provoca, está deixando claro os riscos que o país corre. Aonde se quer chegar com estas agressões não se sabe, mas certamente a tendência é que elas aumentem e sejam manipuladas pelos que, de direita ou esquerda, querem acabar com democracia em nome de um regime totalitário supostamente preparado para enfrentar os desmandos e o abusos de toda sorte praticados no setor público. A cada denúncia de abusos e mau uso do dinheiro público por parlamentares, surgem as vozes que defendem o fechamento do Parlamento como forma de combater a corrupção. A cada denúncia de mau uso do dinheiro público por parte do Executivo, de regalias concedidas à elite dos servidores, reaparecem as vozes dos que gritam pela mudança do regime, esquecendo-se de que quanto mais fechado é este regime- temos experiências disto- maiores são os descalabros praticados por sua elite. As agressões a Moraes e outros membros do Judiciário mostram o quanto o Poder perdeu o respeito da população, resultado sim de decisões que atingiram algumas das lideranças do radicalismo, mas também do comportamento de alguns magistrados que deixaram de “falar nos autos” para buscarem o estrelato. Sem falar, é claro, nos abusos salariais e de outras vantagens. Vivemos momentos preocupantes. Os radicais ocupam cada dia, mais espaço e conquistam apoio numa população despreparada e desesperada com seu futuro.