Se o presidente Lula assinar o veto do PL da Dosimetria, que pode beneficiar Jair Bolsonaro (foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil) na solenidade marcada para 8 de janeiro, no Palácio do Planalto, poderá produzir efeitos políticos que extrapolam o simbolismo institucional do ato. Auxiliares avaliam que a escolha da data, associada à defesa da democracia, pode tensionar novamente a relação com o Congresso, justamente no momento em que o Planalto está reconstruindo pontes com os presidentes da Câmara e do Senado. Depois de um dezembro marcado por encontros reservados e avanços no diálogo, a orientação interna é evitar movimentos que reabram atritos desnecessários. Embora o veto dialogue com pressões da militância de esquerda e com os julgamentos do STF, a leitura predominante no governo é que o timing político pesa tanto quanto o veto, sobretudo diante de um Legislativo ainda, digamos, “sensível”. A ver.











