Bolsonaro, através do Twitter, questionou nesse sábado a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo Podemos ao STF contra a tarifa no cheque especial. Segundo o presidente, a tarifa “faz parte de uma medida para reduzir os juros do cheque especial que passam a ficar limitados em 8% ao mês”. “Hoje, grande parte dos 20 milhões de clientes, que tem o limite de até R$ 500,00, estão endividados. Estamos falando de pessoas que não podem saldar suas dívidas e pagam juros médios de 14%/mês, e que seriam isentas da tarifa de acordo com a medida que foi tomada pelo BC”, afirmou. “A quem interessa a ação do PODEMOS? Aos pobres ou aos banqueiros?” Vale lembrar: segundo levantamento do Congresso em Foco, o Podemos foi a legenda mais fiel a Bolsonaro nas votações da Câmara dos Deputados, com 92% de adesão aos projetos governistas.
Resposta rápida
Através de nota, o Podemos, presidido pela deputada paulista Renata Abreu (foto) rebateu ontem as críticas do presidente e voltou a dizer que é contra a mudança na tarifa do cheque especial. Na nota, a legenda disse que o chefe do Executivo “passaria melhor para a história” se fosse contrário à medida. Para o partido, Bolsonaro comete “estelionato retórico” ao defender a cobrança como forma de reduzir os juros. “Veja como a conversa de tarifa para reduzir juros é um ESTELIONATO RETÓRICO. Os 8% mensais foram utilizados para não mencionar que continuam os ASTRONÔMICOS 151% AO ANO, considerando juros compostos”, defendeu a legenda.