O delegado de Polícia Federal Protógenes Queiroz, que ficou famoso ao comandar a Operação Satiagraha, foi demitido ontem (14) pelo governo federal. Ele foi alvo de uma ação criminal na Justiça Federal em São Paulo e acabou condenado a dois anos e seis meses de prisão por quebra de sigilo funcional ao promover o vazamento de dados do inquérito. A Justiça também decretou a demissão de Protógenes. Em setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou a sentença. Coube ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, excluir Protógenes dos quadros da Polícia Federal por transgressões disciplinares. No comando da Satiagraha, em julho de 2008, o ex-delegado prendeu Daniel Dantas, do Banco Oporttunity, no Rio de Janeiro, além do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, por suspeita de envolvimento em um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, sonegação fiscal e formação de quadrilha. Outro investigado pelo ex policial foi o investidor Naji Nahas. A Polícia Federal abriu inquérito para investigar a conduta do delegado e concluiu que ele fez uso de grampos ilegais e mobilizou um grande efetivo de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) - que trabalham para a Presidência da República e não para a PF. A Satiagraha acabou anulada em 2011 pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Protógenes (foto) foi eleito deputado federal pelo PCdoB de SP em 2010, mas não conseguiu se reeleger.