A campanha eleitoral desenha dois Brasis. O presidente Lula aposta nos números: renda em alta e mercado de trabalho aquecido. O senador Flávio Bolsonaro mira o bolso: alimentos caros e sensação de aperto. No meio, o eleitor. Recente pesquisa Genial/Quaest mostra o deslocamento sutil, porém decisivo: cresce a fatia que percebe piora na economia e perda de poder de compra. É aí que a estatística perde para a feira. Eleições não se decidem no PIB, mas no carrinho do supermercado. Se a renda sobe e o custo de vida sobe mais, a narrativa do governo enfraquece. No fim, vence quem traduz melhor a experiência real — não o gráfico mais bonito. (Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)











