Há ironias que só a política brasileira oferece. O alerta que levou Alexandre de Moraes a decretar a prisão preventiva de Filipe Martins partiu de Ricardo Wagner Roquetti (foto: LinkedIn), coronel da reserva da Aeronáutica que integrou o MEC no início do governo Bolsonaro e acabou demitido pelo próprio ex-presidente em meio às disputas internas da pasta. Na segunda-feira, 29 de dezembro, Roquetti enviou um e-mail diretamente a Moraes, sob pedido de confidencialidade, informando que seu perfil no LinkedIn teria sido visualizado por Martins, proibido de usar redes sociais, direta ou indiretamente. A mensagem, no entanto, foi anexada a despacho judicial, o que tornou público o nome do remetente. Resultado: o vingativo autor da “fofoca” ganha os holofotes. Ok, ok!











