O presidente Michel Temer deve definir na terça-feira, na reunião entre os governadores e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (foto), uma forma do governo federal socorrer os estados. Uma das alternativas é a de usar os R$ 100 bilhões que devem ser devolvidos pelo BNDES ao Tesouro Nacional. Ontem Temer se reuniu com o secretário-executivo da Fazenda, Eduardo Guardia, e com a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, para buscar alternativas para ajudar nas finanças dos estados, a maioria deles com dificuldades para pagar a folha dos servidores e o 13º salário. O governador Fernando Pimentel é um dos que vem negociando com o governo um reforço no caixa. O governo vai também colocar aos governadores a alternativa de redividir os recursos provenientes das multas e juros das operações de repatriação. A União dividiu com os estados apenas o valor do principal, deixando de repassar as multas e juros. O STF já definiu, liminarmente, que estes recursos têm que ter parte repassada aos estados. Não é muito, mas já ajuda.
Prefeituras também estão sem recursos
A falta de dinheiro é um problema que afeta não apenas os estados. Pelo menos 70% dos 853 municípios mineiros não têm recursos para quitar o 13º salário do funcionalismo e alguns já estão sem recursos para manter alguns serviços à população, como a coleta de lixo. A alternativa que alguns prefeitos vão usar para pagar o benefício aos servidores, será o de dividi-lo em duas ou três vezes, segundo o presidente da Associação Mineira dos Municípios, Antônio Andrada. Segundo ele, a receita das prefeituras está caindo e as perdas vão se acumulando em dívidas.