O presidente Lula surfou por um tempo no tarifaço de Donald Trump, que junto com o discurso de soberania, a confusão no bolsonarismo e a pauta de justiça tributária deram fôlego à sua aprovação. Mas a maré baixou. Pelo menos é o que mostra a pesquisa Atlas Intel mostra desaprovação em alta de 49,7% para 51% e aprovação em queda, de 50,2% para 47,9%. O tarifaço de Trump, que antes serviu de escudo retórico, hoje apenas evidencia a ausência de estratégia. O governo fala em soberania, mas não oferece soluções para o impacto econômico. O Congresso, após o recesso, retomou a instabilidade que mina a imagem de governabilidade. O “efeito Trump” revelou-se fogo de palha.
A popularidade de Lula não cai apenas por fatores externos, mas pela incapacidade do Planalto de se comunicar e de articular politicamente em um cenário de crise. A situação virou uma dor de cabeça para a comunicação do governo, com Sidônio Palmeira (foto/reprodução internet), que busca alternativas para tornar o petista popular novamente.