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JOGO ABERTO

Paulo César de Oliveira
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Gleisi Hoffmann

*O governo federal encerrou 2025 com cerca de 67% das emendas parlamentares efetivamente pagas, o equivalente a R$ 31,5 bilhões de um total de R$ 47 bilhões empenhados ao longo do ano. Essa é a maior quantia paga em um único ano em toda a história. No entanto, considerando todo o montante autorizado no Orçamento, de R$ 48,48 bilhões, o índice cai para 64,9%, percentual que ajuda a entender a tensão recorrente entre Planalto e Congresso. Em meio a esse cenário, a ministra Gleisi Hoffmann (foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil) atuou de forma direta na articulação política, buscando destravar a execução e reduzir o desgaste do governo no último ano do ciclo orçamentário. A ação foi reconhecida por deputados e senadores, inclusive pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, a despeito de o ritmo de liberação financeira ter ficado abaixo do esperado.

*A economia entra em 2026 com o motor ligado, mas o pé no freio. A desaceleração iniciada em 2025 deve continuar, com projeções apontando para um PIB perto de 1,7%, abaixo do ritmo anterior. Os juros altos ajudam a conter a inflação, mas seguem pesados demais para liberar a energia da atividade. Mesmo com cortes, devem encerrar o ano acima de 12%, mantendo o crédito caro e os investimentos cautelosos. Ainda assim, não é um cenário de catástrofe: Lula é pródigo em estímulos fiscais, e iniciativas de governos estaduais em ano eleitoral, com Tarcísio de Freitas capitaneando investimentos em São Paulo, devem impedir um apagão econômico. O recado é simples: prudência, sem histeria. A travessia será lenta, mas não é um salto no escuro.

*Mesmo em recesso, ministros do TCU se moveram para impedir uma eventual liminar que revogasse a liquidação do Banco Master, decisão do Banco Central após a descoberta de uma fraude bilionária. Jhonatan de Jesus, relator do caso, não tem maioria para sustentar a reversão, mas uma liminar no recesso recolocaria o banco em operação até fevereiro, abrindo um campo de incertezas. Por isso, ganhou força a ideia de uma sessão extraordinária para derrubar qualquer decisão solitária. Nos bastidores, há constrangimento com diligências e excessos. E, convenhamos, envolver o STF em cenas de improviso só desgasta ainda mais quem deveria inspirar confiança.

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