Na leitura da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), o acordo Mercosul-União Europeia trará ganhos consistentes em valor para o segmento, ainda que discretos em escala. O presidente da entidade, Roberto Perosa (foto: Abiec), calcula que o acesso ampliado ao bloco tende a elevar as exportações brasileiras de carne bovina entre 5% e 7% ao ano, ritmo relevante para um mercado que remunera cortes nobres, mas que não altera o eixo do comércio externo, hoje concentrado na Ásia e nos Estados Unidos. Em 2025, os embarques à UE somaram 128,9 mil toneladas e US$ 1,06 bilhão. A nova cota de 99 mil toneladas, com tarifa reduzida, e o fim do imposto na cota Hilton ampliam previsibilidade, embora salvaguardas europeias imponham limites ao avanço em volume.











