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Ouro desafia o dólar e testa o teto da confiança

Paulo César de Oliveira
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Donald Trump (foto: Mandel NGAN/AFP)

O ouro encostou nos US$ 5.000 a onça e não foi por acaso. Subiu quase 8% na semana, embalado por um dólar em queda livre, tensões geopolíticas e algo mais corrosivo: a suspeita de que o Federal Reserve virou peça de xadrez político. Quando a moeda de reserva mundial perde aura, o mercado corre para o que não fala, não vota e não promete — apenas brilha. A pressão de Donald Trump (foto: Mandel NGAN/AFP) sobre o Fed reacendeu o medo clássico: política mandando na impressora. Resultado? Bancos centrais reforçam cofres, investidores fogem de Treasuries e os metais preciosos viram abrigo. Prata e platina surfam a mesma onda. Até stablecoins entram no radar, sinal dos tempos líquidos. O recado é simples e incômodo: confiança é o ativo mais raro do mercado. E hoje ela vale mais em barras do que em discursos.

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