Após as declarações do sociólogo Jessé Souza (foto: Divulgação/Universidade Federal do Ceará) sobre conspirações estruturais, o debate público voltou a flertar com a ideia de que números oficiais escondem intenções. Na economia, porém, o terreno é menos novelesco. O desemprego em 5% convive com a subutilização da força de trabalho, em torno de 13% — cerca de 15 milhões de brasileiros que trabalham menos do que gostariam ou desistiram de procurar vaga. A percepção piora quando se amplia a lente. A pobreza recua pelas linhas oficiais, mas sem benefícios sociais a extrema pobreza quase triplica. E, na inflação, os serviços sobem bem acima do índice geral, pressionando o cotidiano. Não é conspiração: são métricas distintas revelando realidades complementares.










