Nas disputas políticas, os gestos privados frequentemente revelam mais que os discursos públicos. Ao publicar a imagem de uma banana frita levada ao ex-presidente Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro (foto: Divulgação/PL) produziu um sinal ambíguo: um ato doméstico que, aos olhos de aliados e críticos, assumiu o peso de mensagem política. A leitura se intensificou após as queixas de Eduardo Bolsonaro (também conhecido como bananinha) sobre sua ausência na campanha de Flávio. Flávio consolidou-se rapidamente como herdeiro do antipetismo, mas carece do magnetismo que tornava o pai um polo natural de lealdade. Sua viabilidade depende de apoios que variam entre o cálculo e a hesitação: Jair já o legitimou; Tarcísio o acompanha sem fervor; Nikolas preserva agenda própria; Malafaia guarda ressentimento; e Michelle mantém distância, evocando o tempo como justificativa. Em política, a dúvida de um aliado próximo pode ecoar mais alto que a oposição declarada.










