A aprovação, nesta terça-feira, 17, do programa Antes que Aconteça, de prevenção ao feminicídio, revela a necessidade de uma mudança urgente: a de mentalidade. O entendimento de que a violência de gênero não é “coisa de casal”. A agressão doméstica, muitas vezes naturalizada, contribui para a escalada até o desfecho fatal, resultado, este, fruto de comportamento culturalmente construído, portanto, passível de ser desconstruído com foco em educação, autonomia econômica feminina e campanhas de conscientização. Sem uma abordagem integrada e contínua, o enfrentamento ao feminicídio tende a ser limitado, mantendo o Brasil entre os países com altos índices desse tipo de crime. De acordo com a relatora do programa na Câmara dos Deputados, Amanda Gentil, (foto: Câmara dos Deputados/Divulgação) “a experiência prática demonstra que respostas fragmentadas reduzem efetividade e aumentam a subnotificação.”










