Em reunião no Planalto, o presidente Lula (foto: Ricardo Stuckert /Planalto) diagnosticou seus próprios fantasmas — endividamento alto e ruído de corrupção —, mas terceirizou a autoria. A Selic a 14,75%, definida pelo Banco Central do Brasil, segue como bode expiatório conveniente, ainda que reflita uma inflação que não se doma no grito. Ao carimbar o caso do Banco Master como herança de Jair Bolsonaro e de Roberto Campos Neto, o governo tenta transformar o passado em álibi. O problema: a dívida das famílias não respeita a narrativa, e os juros não cedem por decreto. Quando a realidade aperta, culpar o antecessor rende manchete — mas não alivia o bolso.











