Após meses de negociações, o prefeito Álvaro Damião anunciou nesta quinta-feira, 26, a renovação de contrato com a Copasa até 2073. Desde dezembro do ano passado, impasses haviam se estabelecido entre município e estado: a prefeitura queria mais investimentos, entre eles em ações para a despoluição da Lagoa da Pampulha e a garantia de não haver aumentos abusivos de tarifas. Para o estado, a manutenção da capital mineira e grande parte da região metropolitana como clientes da Copasa é importante para os planos de privatização da companhia: uma eventual ruptura poderia afugentar investidores e colocar o valor da empresa abaixo do desejado. Além de um contrato de 53 anos significar receita garantida. Acerta cláusula daqui e dali, ao final o prefeito Damião avaliou que “hoje, podemos afirmar que é um contrato muito bom para nossa cidade.” (foto: Instagram/Reprodução)
Já a estatal assegurou a continuidade operacional como etapa fundamental para seu processo de privatização, agendado para os próximos meses. O ajuste financeiro prevê que a companhia transfira R$ 1,3 bilhão aos cofres municipais entre 2026 e 2028. Além da cifra bilionária, o pacto introduz o compartilhamento de ganhos de eficiência para os consumidores.











