A escolha do Ronaldo Caiado (foto: Isac Nóbrega/PR) como presidenciável revela o cálculo frio do PSD: mais do que Planalto, interessa inflar bancadas no Congresso. Entre Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, sobra pouco espaço para o centro. Nem Eduardo Leite, mais moderado, nem Caiado parecem ter fôlego para romper a polarização. Mas Caiado oferece algo que Leite não entregaria: ruído. Em disputa sem chance clara de segundo turno, o PSD prefere quem apareça mais — ainda que sem vencer. É estratégia de vitrine, não de chegada. Claro, a política adora surpreender. Um “cisne negro” pode bagunçar o roteiro. Mas, por ora, o partido joga para marcar presença — não para levar o troféu.











