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Postura de anti-candidato de mineiro surpreende até aliados da direita

Por Paulo César de Oliveira
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Romeu Zema (Foto reprodução Roda Viva)

Com um país com 23,5 milhões de aposentados, o pré-candidato do Novo à presidência da República, Romeu Zema, decidiu declarar guerra a essa parcela da população ao defender o pagamento de aposentadorias sem aumento real. Para ele o aumento real para os aposentados é incompatível com a economia brasileira. Outra bandeira defendida pelo ex-governador de Minas é a do salário-mínimo regional e que, se eleito, adotaria a política de reajuste dos vencimentos sempre alinhado à inflação, sem ganho real nas cifras. O salário-mínimo foi unificado no governo de João Batista Figueiredo, em 1984, na ditadura militar.

As declarações de Zema tem surpreendido até os políticos da direita, que consideram que ele se comporta como o anticandidato e pode se inviabilizar até como vice de outra candidatura, como a de Flávio Bolsonaro. As declarações foram no programa Roda Viva. (Foto reprodução Roda Viva)

Zema mira mudanças no Bolsa Família

Romeu Zema afirma que, se chegar ao Planalto, pretende revisar o programa Bolsa Família e condicioná-lo à busca por emprego. Em entrevista à Band, o ex-governador de Minas disse que a proposta visa coibir fraudes e evitar o que chamou de dependência prolongada do auxílio, com críticas a beneficiários que recusariam oportunidades formais. Segundo ele, o modelo atual estimularia a informalidade e a permanência em ocupações precárias, sem avanço profissional, cenário que, na sua avaliação, precisa ser corrigido.

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