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O Poder que dribla até o próprio plenário

Por Paulo César de Oliveira
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Davi Alcolumbre (foto: Lula Marques/Agência Brasil).

Fortalecido após impor duas derrotas ao presidente Lula, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (foto Lula Marques/Agência Brasil), aguarda um sinal do Planalto para avançar com as pautas de interesse do governo, mas olhando de cima para baixo.  Assim como Severino Cavalcanti, aprendeu cedo que poder em Brasília não vem de ideias, mas de controle de processo. Quem domina a pauta, domina o destino. No comando do Senado, Alcolumbre refinou a técnica: não precisa vencer no grito, basta não deixar votar. Engaveta, adia, esfria — e, assim, peita até o próprio plenário quando a maioria aponta noutra direção. É o poder silencioso de quem regula o tempo e escolhe o campo da batalha. Ao confrontar o presidente Lula, não fez um gesto de grandeza, mas de método. Em Brasília, às vezes, mandar é simplesmente travar. A força que Alcolumbre hoje exibe ao enfrentar o governo não nasce da grandeza, mas da fraqueza alheia.

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