O avanço do endividamento das famílias entrou no radar do governo Lula em ano eleitoral. A aposta é o Desenrola 2.0, voltado à renegociação de dívidas e à melhora do balanço bancário. Pode dar fôlego, mas é paliativo. Analistas consideram que o problema está no tipo de crédito: rotativo, pessoal não consignado e cheque especial — dinheiro caro usado para fechar o mês, não para investir. Traduzindo: o orçamento já estourou. Na outra ponta, o presidente Lula (foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil) ameaça suspender bancos com “juros abusivos” no consignado, sem detalhar critérios. Sem transparência, a medida soa mais como pressão política do que solução estrutural. O crédito segue caro — e o alívio, curto.











