As sanções dos Estados Unidos contra brasileiros e empresas por supostos elos com PCC e Comando Vermelho tiveram no governo Lula uma leitura de risco institucional, mas foram recebidas por grandes bancos sem sobressalto. No setor, a ação é vista como rotina de compliance: listas são cruzadas com CPFs e CNPJs, vínculos ativos são checados e o monitoramento segue de forma permanente. Até aqui, a avaliação é de que o sistema financeiro tradicional não foi abalado. A diferença, desta vez, está no enquadramento jurídico: o governo de Donald Trump (foto Rebecca Noble/ Getty Images) passou a tratar as facções como organizações ligadas ao terrorismo. Para executivos, isso dá contorno mais objetivo às medidas, ao mirar condutas criminosas específicas — bem diferente da névoa política que cercou a Lei Magnitsky aplicada a Alexandre de Moraes.










