Empresas brasileiras vêm transferindo parte de suas operações para o Paraguai em busca de custos menores e regras mais favoráveis à produção. O movimento é impulsionado pela Lei de Maquila, que prevê tributação reduzida sobre produtos destinados à exportação, além de benefícios para a importação de máquinas e insumos. Energia mais barata, menor burocracia e uma legislação trabalhista menos complexa também entram na conta. O fenômeno inverte uma velha lógica da fronteira: se antes brasileiros iam ao país vizinho em busca de produtos mais baratos, agora são indústrias que atravessam o limite territorial para ganhar competitividade. Mais que uma mudança de endereço, o movimento expõe o peso do chamado Custo Brasil sobre quem produz. Fernando Pimentel (foto Abit), diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) afirma que o movimento é defensivo diante das condições internas do Brasil e declarou expressamente que “isso deve servir de alerta”.











