O Brasil poderá atravessar os próximos anos sob uma combinação especialmente adversa: crescimento fraco, inflação resistente, juros elevados e contas públicas cada vez mais pressionadas. O alerta é dos economistas Marcos Lisboa (foto reprodução InfoMoney) e Solange Srour, que veem o país chegando a esse cenário com pouca margem de defesa contra choques externos. Na avaliação dos especialistas, problemas antigos permanecem sem solução, especialmente os que travam a produtividade, reduzem a capacidade de investimento e dificultam o equilíbrio fiscal. O quadro exige do próximo governo mais do que medidas emergenciais: será necessário enfrentar entraves estruturais adiados por sucessivas administrações. Sem reformas capazes de ampliar a eficiência da economia e conter a deterioração das contas públicas, o Brasil corre o risco de transformar baixo crescimento em uma condição persistente.











