O mercado já esperava a redução da taxa de juros de 14% para 13,75%, como o anunciado nesta quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom). É o 5º corte consecutivo da taxa Selic, por decisão unânime. O Copom, comandado pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo (foto: Vinicius Doti), justifica a decisão alegando que ela é ” compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.
Para a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG), “a redução sustentável dos juros não depende apenas da atuação do Banco Central. O desequilíbrio das contas públicas e a adoção de estímulos fiscais e de créditos que pressionem a demanda reduzem a eficácia da política monetária e tornam o combate à inflação mais caro para empresas e trabalhadores”, segundo o economista-chefe da entidade, João Gabriel Pio. Para ele, “não é sustentável exigir que os juros carreguem praticamente sozinhos o peso do controle inflacionário, enquanto medidas expansionistas atuam na direção contrária”.












