*Brasília vive um festival de especulações diante da expectativa de que Lula iniciará na próxima semana as conversas sobre a composição do quarto mandato. Como gesto de gratidão pela virada de Minas Gerais no segundo turno, espera-se que o presidente Lula contemple fortemente o PT mineiro. Neste cenário, surge o nome do deputado federal Reginaldo Lopes (foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados), PT-MG, homem de confiança de Lula e que, em 2022, chegou a ser cotado para o Ministério do Desenvolvimento Agrário, mas ficou fora na composição final. Reginaldo também atuou em relatorias consideradas prioritárias para o governo: a relatoria da Reforma Tributária e recentemente a da PEC do fim da escala 6 x 1, cuja aprovação deu impulso à vitória de Lula. Também são tidos como certos no quarto mandato, o deputado André Janones (Rede-MG), criador do “Exército de Lula”, e Alexandre Silveira, figura de confiança de Lula e ligada ao presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que deixou o Ministério das Minas e Energia, para mergulhar de cabeça na campanha.
*O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) já faltou a 18 das 48 sessões deliberativas do Senado realizadas entre fevereiro e outubro de 2026 e assim se aproxima do limite de faltas que pode levá-lo à perda do mandato. É o que aponta levantamento preliminar realizado pelo veículo de imprensa independente Jota Info. Desse total, 5 faltas do senador têm indicação de justificativa e 13 seguem sem justificativa e representam 27,1% das sessões analisadas. Considerando apenas as sessões já realizadas, o limite de ⅓ previsto na Constituição corresponderia a 16 faltas. A Constituição prevê a perda do mandato de deputados e senadores que deixarem de comparecer, em cada sessão legislativa, a ⅓ das sessões ordinárias da respectiva Casa. Confirmado o limite de faltas, caberá à Mesa Diretora da Câmara declarar a perda do mandato, mas o senador tem direito a ampla defesa.
*As compras internacionais de até US$ 50 poderão ter incidência de um novo imposto federal a partir de 2027. Será a Cobrança sobre Bens e Serviços (CBS), pela Reforma Tributária para substituir o PIS e a Cofins. A cobrança incidirá também sobre produtos nacionais e não representa a retomada do Imposto de Importação de 20%, conhecido como a Taxa das Blusinhas. A partir de 2027, a CBS incidirá sobre bens e serviços nacionais e importados, seguindo as regras gerais de tributação de consumo. O percentual definitivo, porém, ainda depende de regulamentação. Em outubro, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou um percentual de 11,3%, que depende ainda de regulamentação do Senado.











