Três eleições presidenciais consecutivas revelam um fenômeno inquietante: o brasileiro parece votar cada vez mais contra alguém do que a favor de um projeto. Em 2018, o antipetismo elegeu Jair Bolsonaro (foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo), em 2022, o antibolsonarismo reconduziu Lula ao poder. Agora, em 2026, a derrota de Flávio Bolsonaro reforça essa dinâmica. A polarização transformou adversários em inimigos e disputas eleitorais em batalhas de rejeição. Nesse ambiente, propostas cedem espaço ao ressentimento, enquanto o diálogo perde terreno. A democracia sobrevive ao confronto de ideias, mas empobrece quando o ódio substitui a esperança.











