A ministra Cármen Lúcia (foto Vinicius Doti/ Fundação FHC) afirmou que o Supremo Tribunal Federal passa por mudanças, mas ainda carece de novas reformas. A declaração foi feita no seminário da Fundação Fernando Henrique Cardoso, onde também apontou a erosão da confiança no Judiciário e admitiu ajustes no funcionamento da Corte. O pano de fundo é tenso. Em abril de 2026, vieram à tona atritos públicos entre a ministra e Gilmar Mendes. Ele criticou sua condução no Tribunal Superior Eleitoral, citando lentidão em pautas eleitorais. Do outro lado, há desconforto de Cármen Lúcia com a proximidade de Mendes com Alexandre de Moraes e Flávio Dino. O discurso reformista, assim, nasce em meio a um tribunal dividido — e sob pressão crescente por credibilidade.










