A investigação sobre o Banco Master ganhou mais prazo, mas menos fôlego. O ministro Dias Toffoli (foto: Tom Molina/STF) esticou em 60 dias o inquérito conduzido pela Polícia Federal, ao mesmo tempo em que encurtou drasticamente o tempo para ouvir os investigados: de seis para dois dias. Um gesto ambíguo, que acelera o ritual e alonga o calendário. A segunda fase da operação, deflagrada na quinta-feira, avançou sobre suspeitas de fraudes em operações entre o Master e a gestora Reag. As duas instituições já foram liquidadas pelo Banco Central, o que não impediu a PF de rastrear movimentações financeiras consideradas atípicas. No centro do radar surgem laços familiares: há indícios de participação de parentes do banqueiro Daniel Vorcaro e do fundador da Reag. O inquérito segue aberto, mas o recado está dado: a pressa para colher depoimentos contrasta com a lentidão estrutural das decisões. Justiça em câmera rápida, consequências em câmera lenta. O ministro Tofolli já deveria ter se declaro suspeito para conduzir esse caso.











