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Vagas preferencialmente para amigos do chefe

Por Paulo César de Oliveira
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O possível ingresso de Jorge Messias no Supremo Tribunal Federal  cristaliza uma tendência que qualquer jurista com notável saber, olharia com a sobrancelha arqueada: a Justiça cedendo espaço ao compadrio político. Se aprovado, o Supremo terá maioria formada por figuras moldadas no alto escalão do Executivo — seis dos onze ministros terão passado pela Advocacia Geral da União(AGU) ou pelo Ministério da Justiça. A linhagem recente se repete: Gilmar Mendes, Dias Toffoli e André Mendonça (foto/ Marcelo Camargo/Agência Brasil) vieram da AGU; Dino e Moraes, da Justiça. O contraponto é pequeno: Edson Fachin, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Kássio Nunes surgiram da advocacia; Luiz Fux, o último juiz de carreira. O padrão é claro — presidentes preferem lealdades testadas ao rigor jurídico. Cabe ao Senado interromper essa deriva para que o STF não seja apenas o eco palaciano.

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