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Taxa de juros de um dígito está longe de voltar segundo Zeina Latif

Por Paulo César de Oliveira
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Zeina Latif (foto: XP Investimentos/ Divulgação)

A economia brasileira não vai bem e dificilmente a taxa de juros vai chegar aos 6%, 6,5% deixados pelo presidente Michel Temer ao seu sucessor, Jair Bolsonaro. A análise é da economista Zeina Latif (foto: XP Investimentos/ Divulgação). Um dos nomes mais respeitados na área econômica, falou no 15º Conexão Empresarial Anual Ouro Preto, que com a globalização fica difícil conter preços de algumas commodities. A guerra entre Estados Unidos e Irã, por exemplo, tem afetado o preço do Petróleo. A Petrobras tem adotado uma postura de conter os preços e mesmo com representado os preços, o que para Zeina é um equívoco e em algum momento, essa diferença terá que ser repassada ao consumidor.

A última vez que a taxa Selic esteve entre 6% e 6,5% foi no governo Temer. Zeina lembra que ele passou para o governo de Jair Bolsonaro com os juros controlados. Mas em um país que até o Judiciário cria políticas públicas fica difícil encontrar um caminho, segundo a economista, que critica o fato de que as regras estabelecidas são rasgadas. O potencial de crescimento do país está baixo e sem reformas profundas, ela acredita que dificilmente essa situação será revertida. Além disso, ela observa que para que a população tenha capacidade de consumir, será preciso ter renda e  “a renda média atual do brasileiro e de R$ 1.300. Metade dos brasileiros vive com esse valor.” Nessa engrenagem, o país que tem grandes restrições orçamentárias, precisa aumentar produtividade para ter salários melhores e ter mercado consumidor.

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