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2018 dá para passar sem a reforma da Previdência

O adiamento da reforma da Previdência não tem impacto sobre o Plano de Financiamento Anual (PAF), de acordo com o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Leandro Secunho (foto). Ele disse ontem em Brasília, que o adiamento da reforma trará consequências mais a médio prazo e que não será necessário rever a meta do governo para este ano. No fim de janeiro, o governo divulgou o PAF, que traz metas para a dívida pública este ano. De acordo com o plano, a Dívida Pública Federal (DPF) deverá chegar ao fim de 2018 entre R$ 3,78 trilhões e R$ 3,98 trilhões. Em janeiro, de acordo com o resultado divulgado nessa segunda-feira, a dívida chegou a R$ 3,528 trilhões. “Por ora, não muda nada, não é preciso revisar o intervalo indicativo, nada disso. Os cenários previstos pelo governo comportam esse cenário que está acontecendo. Até porque a reforma da Previdência sendo aprovada este ano, o impacto no déficit ou na conta, ou na nossa gestão seria muito minimizado. Seria um impacto mais ao longo do tempo”, disse Secunho. Ele ressaltou que, se a questão da Previdência não for discutida e não for tomada alguma providência, “isso vai trazer impactos relevantes para nossa dívida, seja de ter mais dívida, um maior volume de dívida com necessidade maior de financiamento desse déficit, seja em termos de composição”.

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