Nesta briga da Ternium e da Nipoon Steel pela direção da Usiminas quem está, de fato, perdendo é povo brasileiro. Sabe-se que a Ternium é a maior acionista enquanto a Nipoon detém 32% das ações ordinárias do capital votante. O que não se entende é o Tribunal de Justiça, com seus desembargadores, escolher o presidente da Usiminas. É uma decisão que deveria partir do Conselho de Administração eleito pelos acionistas. O TJMG tem muito trabalho para entrar num assunto meramente empresarial. Os acionistas têm que ter juízo - e são todos maiores de idade - para entrar em um acordo, para que a Usiminas possa continuar seu trabalho em prol do desenvolvimento da siderurgia e da indústria brasileira. Em tempo: o que percebe, infelizmente, é que a Usiminas não é a maior prioridade da Nipon ou da Ternium. Parece que estão gostando é de ficar se digladiando, mesmo que o investimento de cada um na empresa seja de bilhões de dólares. E os mais de 13 mil empregados como é que ficam? Para nós brasileiros, até então, a Usiminas era motivo de orgulho pela sua presença e respeitabilidade no mercado nacional e internacional.