A combinação de deterioração fiscal, inflação persistente, juros elevados e baixa competitividade reduz o poder de barganha do Brasil nas negociações com os Estados Unidos. O tarifaço de 25%, previsto para entrar em vigor no dia 22, integra uma pressão mais ampla do governo Trump por concessões que extrapolam o comércio. A dívida pública acima de 81% do PIB, o avanço dos gastos, o custo do crédito e a perda de controle sobre parte do Orçamento aparecem como fatores de fragilidade. Subsídios excessivos, protecionismo, inadimplência tributária, monopólios e o chamado custo Brasil também são fatores que fragilizam o poder de argumentação do negociador Geraldo Alkmin (foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil). Sem equilíbrio fiscal, o país entra em campo com pouca força para negociar.










