O Copom chega à decisão desta quarta sob pressão cruzada: inflação ainda resistente, puxada por commodities, e atividade doméstica dando sinais de cansaço após o aperto prolongado. O mercado aposta em corte modesto de 0,25 ponto, levando a Selic de 14,75% para 14,50%. A lógica é evitar dois erros: manter juros excessivamente altos e sufocar a economia, ou afrouxar cedo demais diante de uma inflação que vem de fora — especialmente do petróleo, turbinado por tensões no Oriente Médio. Desde março, o cenário piorou: índices e núcleos subiram, reduzindo a margem de manobra. Apesar da pressão de petistas, o tom dominante é de cautela. Menos bravata, mais bisturi. Gabriel Galípolo (foto: Banco Central/Divulgação) e os demais membros da diretoria do BACEN tentam calibrar sem perder o controle — um passo curto, olho longo.











