A queda do dólar abaixo de R$ 5, pela primeira vez em mais de dois anos, reconfigura a leitura de risco no Brasil. O movimento, associado ao alívio geopolítico com sinais de acordo envolvendo Donald Trump (foto: Jim Watson/POOL/AFP) e o Irã, tem origem majoritariamente externa, mas já provoca efeitos locais. A desvalorização global da moeda americana favorece emergentes como o Real e induz uma reprecificação de ativos brasileiros, com melhora na percepção de risco e atração de capital. Na Bossa Invest, a leitura é direta: menos pressão cambial, mais espaço para rotação na Bolsa. Com isso, setores ligados ao ciclo doméstico ganham tração. Varejo, consumo e logística passam a liderar o interesse, embalados pela expectativa de juros mais baixos e renda mais estável. Em resumo: o vento sopra de fora, mas mexe o tabuleiro aqui dentro.










