Mesmo com juros altos e atividade em desaceleração, o mercado de trabalho segue aquecido, com desemprego perto de 5,5%, próximo das mínimas históricas. Para o economista Samuel Pessoa (foto divulgação/Julius Baer), a taxa “natural” caiu de cerca de 10% para 7%, refletindo mudanças estruturais como envelhecimento, maior escolaridade, reforma trabalhista e avanço dos aplicativos. O pleno emprego acende alerta: a economia pode estar operando acima do limite. Salários sobem mais que a produtividade, alimentando inflação e travando a queda dos juros. O curto prazo comemora; o médio cobra a conta. O Banco Central do Brasil deve agir com cautela. Salários seguem pressionados, o consumo resiste e o desemprego estrutural tende a ficar mais baixo — com inflação rondando.
Emprego forte, inflação à espreita











