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Governo já admite inflação mais alta e um salário mínimo um pouco maior

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia, comandada por Adolfo Sachsida (foto), elevou ontem, de 2,35% para 4,10% a estimativa de inflação de 2020 medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O INPC baseia a correção anual do salário mínimo pelo governo. Se esse aumento previsto pelo governo se confirmar e não houver mudança no cálculo, o reajuste do salário mínimo de 2021 também será maior que o estimado anteriormente. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.045. Com a nova previsão para o INPC no acumulado de 2020, o valor subiria para R$ 1.087,84 no ano que vem. Esse valor está R$ 20,84 acima da última proposta oficial do governo para o salário mínimo em 2021, divulgada em agosto, de R$ 1.067. De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 49 milhões de trabalhadores no Brasil. O valor para o salário mínimo de 2021 pode sofrer novas alterações no decorrer deste ano, com base nas projeções de inflação para o ano de 2020, utilizadas como parâmetro para correção.

Um mínimo que é abaixo do mínimo necessário

Se confirmadas as projeções da inflação e os índices de correção do salário-mínimo, 49 milhões de brasileiros correm o risco de receberem um salário que hoje atende a pouco mais de 20% de suas necessidades. De acordo com a Constituição Federal, o salário mínimo é uma remuneração com capacidade de atender às necessidades básicas de um empregado e da família, como moradia; saúde; educação; higiene; vestuário; lazer; transporte; previdência, entre outros. Para atender estas necessidades mínimas do cidadão os levantamentos do DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, em setembro de 2020, deveria ser de R$ 5005,91.

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