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Governo já pensa na inflação de 2019. Meta poderá ser reduzida

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (foto), disse ontem que há espaço para reduzir a meta da inflação na próxima reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). “Há uma possibilidade sim. A inflação apurada no IPCA-15 [Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15, prévia da inflação oficial] é a menor inflação em 12 meses desde 2007, 3,52%. A expectativa de inflação para os próximos 12 meses está estabilizada e nós temos boas condições para analisar qual será a meta para 2019”. Segundo Meirelles, a eventual redução da meta, que hoje é de 4,5%, não compromete a retomada econômica. “Não há nada que possa prejudicar a retomada neste momento”, destacou. Meirelles participou, em São Paulo, de uma reunião com empresários do setor varejista. Durante o encontro, fechado à imprensa, o assunto foi o desenvolvimento da economia, segundo relato do ministro. “Houve um interesse muito grande em saber como está o desenvolvimento da economia brasileira, se falou bastante da questão das reformas e a perspectiva de aprovação, que impacta bastante esse segmento”. Em relação à reforma da Previdência, Meirelles espera que a proposta do governo seja aprovada integralmente e reafirmou que a negociação com os parlamentares está em curso. “O projeto como está acreditamos que seja adequado, mas, evidentemente, o Congresso é soberano e temos que conversar, não achamos que possa haver alterações dramáticas porque isso prejudicaria a eficácia da reforma”, argumentou.

 

Governo estuda usar FGTS no lugar do Seguro Desemprego

O governo Michel Temer estuda substituir o pagamento do seguro-desemprego pelo FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço). A notícia foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ao jornal O Globo nesta sexta-feira. A ideia é utilizar o saldo do FGTS e a multa de 40%, que deve ser paga em casos de demissão sem justa causa, para repassar três parcelas ao trabalhador, substituindo, assim, o seguro-desemprego. O valor mensal seria equivalente ao último salário recebido pelo empregado. Após esse período, se permanecer sem colocação, o trabalhador poderia dar entrada no seguro-desemprego e receber o restante do saldo do FGTS.

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