A manutenção da Selic em 13,75% provocou reação do deputado Lindbergh Farias (foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados), PT-RJ, que atribuiu a decisão do Banco Central à pressão do mercado financeiro após a reeleição de Lula. A acusação, porém, ignora fatores essenciais da política monetária. Sob a presidência de Gabriel Galípolo, o Copom justificou a cautela pelos riscos inflacionários e pela deterioração das expectativas econômicas. Juros não são definidos por simpatias eleitorais, mas por inflação, credibilidade fiscal e percepção de risco. Questionar decisões técnicas é legítimo, atribuí-las exclusivamente a conspirações políticas, sem evidências, empobrece o debate. Afinal, a economia não se curva à retórica parlamentar.











