A agricultura brasileira entrou numa era em que clima, geopolítica, tecnologia e comércio passaram a formar um único mapa de riscos. Para Silvio Crestana (foto Leo Ramos Chaves/Revista Fapesp), pesquisador da Embrapa e ex-presidente da instituição, o desafio do agro deixou de ser apenas produzir mais: é preciso antecipar crises antes que cheguem ao campo. Nesse cenário, inteligência artificial, gêmeos digitais e análise integrada de dados tornam-se instrumentos estratégicos. Crestana alerta que Estados Unidos e China avançam rapidamente na digitalização da agricultura e que o Brasil precisa desenvolver capacidade própria de coletar e interpretar informações. Mais que produtividade, está em jogo soberania. Nossa vantagem continua sendo a agricultura tropical. Preservá-la exigirá trocar o improviso pela inteligência.











