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O dinheiro mudou de prateleira

Paulo César de Oliveira
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Enquanto ações e multimercados sangram com resgates, os FIDCs viraram o novo estacionamento do capital no Brasil. Em 2025, esses fundos lastreados em recebíveis captaram R$ 57,6 bilhões líquidos, segundo Carlos André ( foto: divulgação Anbima) , presidente da Anbima, quase dobraram sua base de investidores: de 172 mil para 331 mil contas. Não é dinheiro fresco — é dinheiro em fuga. A explicação é simples e pouco romântica: retorno com lastro. Num mercado avesso ao risco de bolsa e cansado da volatilidade dos multimercados, os FIDCs oferecem fluxo previsível e conexão direta com a economia real. Não por acaso, foram, ao lado dos FIPs, os campeões de captação fora da renda fixa. O investidor não ficou mais rico. Só ficou mais cético — e trocou promessa por recebível.

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