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Pandemia afeta custo da produção

Paulo César de Oliveira
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O vice-Presidente Regional da Fiemg de Divinópolis e presidente do Sindicato da Construção Civil do Centro-Oeste, Eduardo Augusto Nunes Soares, ressaltou a importância do Fórum de Minas, evento promovido pela VB Comunicação, para debater as potencialidades e os problemas do estado, principalmente com os obstáculos criados pela pandemia da Covid-19. São 54 cidades associadas a Fiemg na região e que foram afetadas pela pandemia. Eduardo Augusto disse que Divinópolis, por exemplo, ainda passa por momentos difíceis, com problemas com a falta de vagas de CTI. A vacinação está ajudando, mas as pessoas mais jovens e de meia idade passaram a ocupar os leitos dos hospitais, um dado que é motivo de preocupação ainda maior. Os respiradores que foram conseguidos pela Fiemg têm ajudado a minimizar os problemas. Com a doação de equipamentos, a indústria tem procurado fazer a parte desse trabalho, cidade por cidade, para a retomada da economia e da normalidade. A região centro-oeste sofreu muito com a pandemia, segundo Eduardo August. Com o comércio e o serviço com as atividades limitadas, as indústrias também foram afetadas. Na construção civil, uma atividade considerada como essencial, o setor sofre com o aumento do custo de alguns produtos, como aço, dos fios e cabos de cobre, cimento e outros produtos usados na construção. O momento é de preocupação, mesmo com os novos lançamentos, que chegam com o reajuste nos preços. Apesar de ser forte e pujante, importante na geração de empregos, o custo tem afetado o setor. A expectativa é a de que, no segundo semestre, com o aumento da vacinação, a situação comece a voltar à normalidade.

Indústria e poder público

O vice-Presidente Regional Fiemg em Uberaba, José Arlênio Veneziano, ressalta que os problemas sofridos na região não são diferentes de outras partes do estado. O setor produtivo, em especial no agronegócio e de fertilizantes, que são muito fortes na região, conseguiram avançar e tem cuidado muito bem dos funcionários e da prefeitura, para não deixar que a cidade pare. Os sindicatos e os setores produtivo ligados a Fiemg, SENAE, Sesi têm atuado juntos e há uma expectativa do retorno à normalidade muito grande. Há uma preocupação, segundo José Armênio, de evitar que o funcionário se contamine e leve a doença para a sua casa. Todos os setores, da produção agropecuária à construção e as empresas de confecções e calçados, estão sofrendo não só com os efeitos da crise sanitária, como também pela falta de equipamentos e insumos. Ele lembra que o setor produtivo afeta tudo, por ser uma cadeia e uma alimenta a outra. Mesmo na pandemia, no ano passado foi inaugurada uma grande empresa, que é a cervejaria Petrópolis, que se junta a outras grandes indústrias instaladas na cidade. Para José Arlênio, se a vacinação avançar, a expectativa é de que a situação se normalize. O empresário também brincou sobre a rivalidade entre Uberaba e Uberlândia e disse que essa disputa surgiu em função da cultura zebuína. As duas cidades estão voltando a se reconectar, após a estrada passando por Uberaba, deixar de ser a única ligação com São Paulo. Isso mudou quando foi construída outra estrada, que deu autonomia à Uberlândia. Agora, as duas cidades estão voltando a se apoiar.

Economia vai surpreender

O presidente da Associação Comercial e Industrial de Uberlândia (Aciub), Paulo Romes Junqueira (foto), é um otimista, mesmo com as restrições e as decisões governamentais devido a pandemia da Covid-19. O necessário a partir de agora, segundo ele, é a busca de alternativas para se sair o mais rápido possível dessa situação. Para ele, a retomada da economia vai acontecer fortemente e um dos fatores que tem levado a essa esperança é a instalação da LD Celulose na cidade. Segundo Paulo Junqueira, esse é o segundo maior investimento do estado, perdendo apenas para a Fiat. Para ele, Minas Gerais vai surpreender.

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