Dados do IBGE, via PNAD Contínua 2025, mostram um desbalanceamento persistente: 95 homens para cada 100 mulheres. Não é mistério biológico, é padrão social. Homens morrem mais cedo — e mais fora do radar do cuidado — puxados por violência, acidentes e baixa adesão à prevenção. Mulheres vivem mais porque se tratam mais. O efeito se acumula com a idade, reconfigura lares, pressiona o mercado e altera até a dinâmica afetiva. No fim, o país não produz menos homens — perde mais deles no meio do caminho. É a sobremortalidade masculina, expressão do “paradoxo da sobrevivência feminina”, descrito por James Vaupel (foto: Reprodução Network of Europe); pioneiro em longevidade, ele demonstrou que mulheres sobrevivem mais em praticamente todas as populações.











